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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Secretária diz que servidores administrativos terão prioridade


Durante audiência com os parlamentares da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, afirmou que os servidores administrativos do Estado terão prioridade na concessão de futuros reajustes salariais. O encontro aconteceu nesta terça-feira (1/9/09) à tarde, em visita dos deputados à secretaria. Participaram da visita os parlamentares Délio Malheiros (PV), presidente da Comissão de Administração Pública, Domingos Sávio (PSDB), Almir Paraca (PT) e Neider Moreira (PPS).

De acordo com o deputado Délio Malheiros, autor do requerimento para realização da visita, a secretária de Planejamento advertiu que será difícil corrigir a defasagem salarial ainda em 2009, em função da queda na arrecadação. "Ela deixou uma luz no fim do túnel, uma vez que disse que os servidores administrativos terão prioridade quando a arrecadação se recuperar. Só não marcou data", afirmou o parlamentar. Ele acrescentou que a própria Renata Vilhena admitiu a gravidade da situação dos servidores administrativos da Secretaria de Estado de Educação, que tem mais de 100 mil destes funcionários.

A secretária de Planejamento informou aos parlamentares que a arrecadação mensal do Estado caiu de R$ 2,3 bilhões para R$ 1,7 bilhão. "De qualquer forma, a defasagem salarial destes servidores é enorme e merece uma atenção especial do Estado", declarou Malheiros. A Assembleia Legislativa realizou recentemente duas audiências públicas sobre a situação dos servidores administrativos. Na mais recente, realizada a requerimento do deputado Almir Paraca (PT) em 27 de maio, os deputados comprometeram-se a entregar pessoalmente a Renata Vilhena as reivindicações de reestruturação das carreiras dos servidores administrativos efetivos do Estado.

A decisão foi tomada após os parlamentares conhecerem a situação salarial e funcional de técnicos, analistas e auxiliares lotados na Secretaria de Estado de Educação e nas Polícias Militar e Civil, entre outros órgãos. O Teatro da Assembleia ficou lotado de servidores que fizeram desabafos emocionados e cobraram resposta imediata do governo a suas reivindicações. Na ocasião, também foi aprovado requerimento para que a Seplag encaminhe à Assembleia projeto de reestruturação das carreiras.

Entre as reivindicações, destacam-se, no âmbito da Polícia Civil, a extensão de reajustes e benefícios aplicados aos policiais também para a área administrativa, bem como o aumento da jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais, com aumento salarial correspondente; e, no âmbito da Secretaria de Educação, reajuste salarial, a fim de recompor os vencimentos aos níveis de anos anteriores.

Presenças - Délio Malheiros (PV), presidente, Domingos Sávio (PSDB), Almir Paraca (PT) e Neider Moreira (PPS).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Confusão em manifestação de servidores estaduais


Confronto entre policiais militares e servidores estaduais, durante um protesto na capital. Depois de muito bate-boca, os manifestantes conseguiram chegar ao Palácio da Liberdade.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Manifestação deixa trânsito lento no centro de Belo Horizonte

fonte: Globominas

Servidores públicos estaduais saíram da Praça Afonso Arinos e seguem em direção ao Palácio da Liberdade

Terminou, por volta das 17h desta quinta-feira, a manifestação dos servidores públicos estaduais, na região central de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o grupo saiu da Praça Afonso Arinos e seguiu pela Rua da Bahia até o Palácio da Liberdade. O trânsito ficou lento.

Cerca de 800 pessoas participaram da passeata. Agentes da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informaram os motoristas sobre os desvios. Segundo o Sindicato dos Servidores Estaduais, o protesto foi para cobrar do governo reposições salariais e um novo plano de carreira.

Protesto de servidores tem reflexos no trânsito em BH

fonte: uai

Os servidores estaduais da saúde e da educação fazem manifestação na tarde desta quinta-feira em Belo Horizonte. Os trabalhadores reivindicam reposicionamento da carreira do funcionalismo e reajuste salarial.

Cerca de 100 servidores partiram da Praça Sete no início da tarde e caminharam em passeata até o Palácio da Liberdade, na praça de mesmo nome. Eles alegam que o reposicionamento da carreira já foi sancionado pelo Governo Federal e ainda não implantado.

A BHTrans informa que o trânsito foi alterado em consequência do protesto. A passagem está interditada para motoristas que chegam da Avenida Cristóvão Colombo, no bairro Funcionários, Região Centro-Sul, em direção à Avenida Bias Fortes.

Escala mínima

Por causa do protesto desta quinta, os servidores estão trabalhando em escala mínima, segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas, a adesão ao protesto se estende a cidades do interior. Levantamento do sindicato mostra que em Montes Claros, no Norte do estado, 60% das escolas estão paradas, em Alfenas, Baependi e Caxambu, no Sul, as maiores escolas estaduais estão com paralisação total.

Ainda segundo o sindicato, os servidores da saúde também atendem em escala mínima.

Pronunciamento

A assessoria de comunicação do Governo de Minas informou que mantém diálogo permanente com as classes sindicais e concede benefícios significativos desde 2005. Nos últimos meses, foram realizadas nove reuniões para a discussão de propostas relativas a questões salariais e condições de trabalho.

Em relação ao reposicionamento por tempo de serviço e a reivindicação por melhores salários, o Governo alega que não pode ultrapassar os limites de despesa estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A queda na arrecadação tributária em Minas Gerais, decorrente da crise financeira mundial, impediria a concessão de aumentos salariais. As promoções e progressões na carreira também trariam impactos proibitivos para o Governo.

(Com informações de Otavio Oliveira/Portal Uai e Juscelino Ferreira/TV Alterosa)

Funcionalismo público de Minas Gerais está parado nesta quinta-feira

fonte: O Globo

Os trabalhadores públicos do estado organizam uma manifestação, nesta quinta-feira, para reivindicar questões relacionadas ao reposicionamento da carreira do funcionalismo. A concentração terá início às 13h, na Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte.

Setores como educação e saúde aderiram ao movimento e funcionários de órgãos como a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e o Hemominas confirmaram presença no evento, ao qual se unirão também os hemocentros de Montes Claros e de Divinópolis.

Os serviços básicos serão mantidos em escala mínima, com 30% de atendimento. Os manifestantes intentam seguir até a Praça da Liberdade numa passeata que deve ter duração de cerca de duas horas.

A categoria propõe uma correção na proposta realizada pelo governo estadual recentemente. O estado sugeriu reposicionar os trabalhadores que contariam cinco anos de serviço para a progressão e dois anos para a promoção por escolaridade. Os sindicatos do funcionalismo não aceitaram a resolução e protestam pela metade do tempo para a contagem, sendo dois anos e meio para o tempo de serviço e a promoção por escolaridade a cada ano.

Os trabalhadores aproveitam o ato para reivindicar outras demandas. A área da saúde, por exemplo, solicita um aumento de salário de 40%, além da manutenção de vales-transporte e alimentação e o pagamento do prêmio de produtividade para todos os trabalhadores.