sábado, 30 de maio de 2009

A "Disneylândia" de Aécio Neves

fonte: Época
por Ricardo Mendonça

Choque de gestão? Déficit zero? Esqueça. A nova marca do governador mineiro Aécio Neves é um palácio flutuante de Niemeyer num centro administrativo de R$ 1,2 bilhão. Conheça o projeto e faça um passeio virtual pela obra.

MONUMENTAL
Vista das obras da Cidade Administrativa, que vai reunir o palácio do governo e todas as secretarias mineiras

Em dezembro, a um ano do fim de seu segundo mandato, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), deverá inaugurar a maior, mais cara e mais ousada edificação da história de Minas: um majestoso palácio governamental suspenso dentro de um complexo estatal que reunirá, em mais dois megaedifícios, as 18 secretarias de Estado e outros 33 órgãos da administração. Tudo projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, de 101 anos (confira ao final do texto um "passeio virtual" pela obra, em que é possível conhecer detalhes da construção).

Estimado originalmente em R$ 500 milhões pelo governador, as obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais já estão orçadas em R$ 1,2 bilhão. Daria para fazer quatro hospitais como o Instituto do Câncer de São Paulo (antigo Instituto da Mulher), considerado o maior dessa especialização na América Latina, com 474 leitos. E ainda sobrariam R$ 120 milhões. Além do preço, a Cidade Administrativa impressiona pelo tamanho, pela arquitetura e pela velocidade com que está sendo erguida. A área total do complexo é de 804 mil metros quadrados, o equivale a 97 campos de futebol como o do Maracanã. Quando estiver em pleno funcionamento, no fim de 2010, deverá abrigar 20 mil funcionários e receber, diariamente, cerca de 10 mil visitantes. Se fosse uma cidade real com essa população, seria maior que 82% dos municípios brasileiros.

Assim que tudo estiver pronto, no segundo semestre de 2010, os mineiros poderão pleitear uma citação no livro dos recordes para o palácio do governador. O prédio, segundo o escritório de Niemeyer, terá o maior vão livre em concreto suspenso da história da arquitetura: 147,5 metros de comprimento, o dobro do vão-livre do Masp, em São Paulo.
Apesar da crise, o canteiro de obras está a pleno vapor. Com 4.800 operários trabalhando simultaneamente, a construção atingiu seu pico de atividade em maio. Os engenehiros gostam de repetir que se trata da “maior edificação em andamento em toda a América Latina”.
O governo mineiro diz que fará economia com o novo complexo. Hoje, segundo a secretaria de Planejamento, o Estado aluga 59 imóveis em Belo Horizonte para abrigar diversas repartições. Com instalações próprias, estima-se que deixará de pagar R$ 30 milhões por ano com aluguéis. Além disso, serviços poderão ser unificados, como motoboys, refeitórios, motoristas e seguranças.

Quem não está muito convencida da conveniência do projeto é a oposição. “Essa construção é uma prioridade governamental, mas não é uma prioridade da sociedade mineira”, diz o deputado estadual Adelmo Leão, do PT. “O palácio de R$ 1,2 bilhão é bom para fazer marketing, só que o governo ainda tem muitos problemas: Minas não cumpre com o piso nacional dos professores, não faz concursos e permanece como um dos únicos Estados que não cumprem com o investimento mínimo obrigatório de 12% das receitas na saúde”, afirma.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Audiência Pública na ALMG

fonte: Servidores Administrativos da Educação












Servidores Administrativos da Educação participam de audiência pública na ALMG


No dia 27 de maio foi realizada, na Assembleia Legislativa, uma audiência Pública para tratar da situação caótica em que vivem os servidores administrativos de todo o Estado. Além dos servidores da Secretaria de Educação, estavam presentes também os administrativos da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Defesa Social.


Sentados à mesa junto com os Deputados da Comissão de Administração Pública, representando a categoria dos Técnicos e Analistas de todo o Estado estavam Eduardo Sérgio, de Montes Claros, e Cleuza Maria, de Patos de Minas.

Estavam presentes os Deputados Almir Paraca, Domingos Sávio, Délio Malheiros e Neider Moreira, que se mostraram solidários aos servidores presentes, que lotaram o teatro da ALMG.

Cleuza e Eduardo colocaram todos os problemas enfrentados pelos servidores da Educação, inclusive as promessas não cumpridas pela Secretaria de Educação, além do descaso da mesma para com seus servidores. Evidenciaram ainda o Assédio Moral vivido hoje dentro das Superintendências Regionais de Ensino, e que estão sendo explorados por causa da falta de servidores para executar os serviços.


Cleuza disse que o Estado vem fazendo propaganda enganosa e que a equiparação com a SEPLAG foi a maior enganação: “Somente a SEPLAG entende que equiparar não é igualar”, finalizou.


Eduardo enfatizou que os servidores ali presentes buscam respostas concretas para os seus problemas: “Nosso salário não paga nem as necessidades básicas de nossas famílias”, desabafou. O servidor deixou claro ainda a indignação que todos os servidores da educação ali presentes sentiram com o total descaso da SEE, que não enviou sequer um representante para essa audiência.

Os dois foram aplaudidos de pé pelos presentes, que ficaram eufóricos com as colocações de Eduardo e Cleuza.

Então, abriram a fala para os servidores, e Carlos, de Campo Belo, aproveitou para colocar a situação dos ASE´s, ex-MinasCaixa, que trabalham nas Superintendências, e têm um salário inferior aos demais Técnicos.

Todas as falas foram muito aplaudidas, e os deputados, para demonstrar solidariedade, aprovaram, ao final da audiência, um requerimento para ser enviado à SEPLAG, cobrando o envio, à ALMG, de um projeto de reestruturação das carreiras, objeto de discussão na audiência. Colocaram ainda que levarão o requerimento pessoalmente à Drª Renata Vilhena.

Comissão entregará ao governo reivindicação de servidor administrativo



Os deputados da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais entregarão pessoalmente à secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, as reivindicações de reestruturação das carreiras dos servidores administrativos efetivos do Estado. A decisão foi tomada em audiência pública realizada nesta quarta-feira (27/5/09), quando a comissão conheceu a situação salarial e funcional de técnicos, analistas e auxiliares lotados na Secretaria de Estado de Educação (SEE) e nas Polícias Militar e Civil, entre outros órgãos. O Teatro ficou lotado de servidores que fizeram desabafos emocionados e cobraram resposta imediata do governo às suas reivindicações.

O resultado da reunião foi a aprovação de requerimento para que a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) encaminhe à ALMG projeto de reestruturação das carreiras. "Parece um gesto singelo, mas ele tem significado, pois demonstra que a comissão solicita, de maneira formal, o envio do projeto", esclareceu o deputado Domingos Sávio (PSDB). O deputado Almir Paraca (PT), que solicitou a audiência, disse estar confiante "de que estamos no caminho de uma solução". Isso porque, acrescentou ele, líderes da base do governo como Domingos Sávio e Neider Moreira (PPS) também defenderam mais atenção para os servidores das áreas-meio. "Sem a adesão da base do governo, nada se faz. É preciso concordância e negociação efetiva", disse Paraca.

Entre as reivindicações, destacam-se, no âmbito da Polícia Civil, a extensão de reajustes e benefícios aplicados aos policiais também para a área administrativa, bem como o aumento da jornada de trabalho de 30 para 40 horas semanais, com aumento salarial correspondente; e, no âmbito da SEE, reajuste salarial a fim de recompor os vencimentos a níveis de anos anteriores. Na audiência, a diretora da Central de Carreira e Remuneração da Seplag, Luciana Meireles, e o assessor Carlos Alberto Sícoli limitaram-se a enfatizar que existe a vontade política para buscar uma solução, mas há dificuldades técnicas. Eles se comprometeram, no início dos debates, a levar todas as reivindicações à secretaria.

Quem são - De acordo com a Seplag, os servidores administrativos são técnicos, analistas e auxiliares que trabalham em várias áreas do Estado, dando suporte aos servidores das atividades finalísticas. Na SEE, eles atuam, por exemplo, nas secretarias das escolas. Na Secretaria de Estado de Defesa Social, são os técnicos de informática, auxiliares administrativos, assessores jurídicos e contábeis, entre outros. Eles englobam profissionais dos níveis fundamental, médio e superior de escolaridade. Na SEE, seriam cerca de 20 mil pessoas e, na Polícia Civil, 800.

Servidores cobram mais atenção para área administrativa

A técnica em educação Cleuza Maria Rodrigues Borges, da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Patos de Minas (Alto Paranaíba), queixou-se dos baixos salários e afirmou que a estrutura de trabalho é precária, faltam servidores e não há respeito nas negociações com o governo. "Se a Secretaria de Educação tem um bom resultado, o mérito também é nosso. Há propaganda enganosa na mídia. A educação em Minas não é o que parece", criticou. Segundo ela, em 2002 um técnico recebia o equivalente a 3,3 salários mínimos. Hoje o vencimento não chega a 1,4 salário mínimo. Ela também questionou equiparação salarial efetuada pela Seplag que teria igualado profissionais com qualificação profissional diferente.

O vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol), Denilson Martins, endossou as críticas. Segundo ele, haveria funcionários ganhando R$ 324,00 em Minas, valor inferior ao salário mínimo, de R$ 465,00. A situação salarial muito diferenciada entre os profissionais da área-meio e os da área-fim (os policiais) acaba criando um clima difícil no local de trabalho, na avaliação do sindicalista. "Não adianta querer que a cabeça melhore, se o corpo não está bem", ilustrou ele, questionando como o policial pode cumprir as metas e os resultados cobrados pelo governo, se o setor que o apoia não é valorizado.

O analista em educação Eduardo Sérgio Coelho, da SRE de Montes Claros (Norte de Minas), e os servidores que usaram a palavra também na fase de debates solicitaram a intermediação da Assembleia para a solução dos problemas da categoria. "Precisamos sentar à mesa em busca de uma solução prática e objetiva", cobrou. Em resposta, o presidente da comissão, deputado Délio Malheiros (PV), avaliou que a audiência desta quarta (27) pode ser considerada um momento importante de interlocução com o governo, ratificando o caráter justo das reivindicações.

Contraponto - Emocionados, muitos servidores disseram que têm vergonha de mostrar o contra-cheque para os filhos. "Não conseguimos entender quando o Governo do Estado fala que Minas avança", questionou o presidente da Comissão dos Servidores das Carreiras Administrativas da Polícia Civil, Francisco José Guimarães Filho. Um contraponto foi feito pelo deputado Neider Moreira, vice-líder do Governo, que elogiou as ações do Executivo nos últimos anos. Para ele, com o Estado saneado, será possível agora encontrar um "caminho administrativo viável" para valorizar os servidores das áreas-meio.

Também participou da reunião o superintendente de Planejamento, Gestão e Finanças da Polícia Civil, Davi Resende. Ele afirmou que "a causa é justa, mas a situação é complexa", e explicou que todas as reivindicações dos servidores já foram encaminhadas "à área administrativa superior do governo".

Correspondência - Na reunião, o gabinete do deputado Doutor Viana (DEM) encaminhou correspondência da Seplag, em resposta a ofício solicitando equiparação salarial para algumas carreiras da área da educação. A resposta do governo foi que o Estado não pode fixar data para a medida, sendo preciso aguardar a disponibilidade orçamentária e financeira.

Presenças - Deputados Délio Malheiros (PV), presidente; Neider Moreira (PPS), Domingos Sávio (PSDB) e Almir Paraca (PT). Também participaram da reunião a chefe da Seção de Pessoal Civil da Policia Militar, capitão Niulza Alvarenga Maciel; e a diretora de Recursos Humanos da Defensoria Pública, Carla Carvalho.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Outdoor BR 040

Superintendência Regional de Ensino de
Conselheiro Lafaiete

Outdoor situado na BR 040 - Conselheiro Lafaiete

terça-feira, 12 de maio de 2009

Servidores da Educação Estadual exigem aumento de salário e a instalação da Superintendência Regional de Ensino

fonte: UnaíNet

Unaí, 12 de maio de 2009 - Aconteceu na última sexta-feira em Unaí e em diversas cidades do estado de Minas Gerais, sedes de Superintendência Regional de Ensino (SRE), mais uma manifestação dos servidores administrativos da Secretaria de Educação em prol de melhores condições salariais e de trabalho. Desde março, os servidores tem se mobilizando, sempre no quinto dia útil do mês, para cobrar do governo de Minas um aumento no vencimento básico da categoria, muito defasada e sem reajuste há mais de nove anos. E o que é pior, para alguns servidores, o que houve foi uma redução do salário, com retirada de alguns benefícios. Abaixo, colocamos a contracheque de um Assistente Técnico Educacional (ATE) de nível médio, de janeiro de 2003 e outro de março de 2009, que demonstra a situação que vivemos

A este movimento, aderiram também os Assistentes Técnicos da Educação Básica das escolas estaduais, que também reivindicam melhorias salários e cumprimento do que lhes foi prometido há algum tempo, como equiparação aos ATEs e vale-alimentação.

Aqui em Unaí, um outro motivo pelo qual estamos manifestando, é pela imediata instalação da Superintendência Regional de Ensino em nossa cidade. A criação já ocorreu pela Lei 16.462 de 14/12/2006, e até agora ainda não se concretizou esta instalação por motivos meramente políticos. Então estamos mais uma vez conscientizando a população e pedindo as autoridades competentes, que deixem as divergências de lado e cheguem logo a um acordo para a instalação de mais este órgão, que trará inúmeros benefícios às escolas estaduais e, consequentemente a população.

Toda a luta da categoria por melhores condições salariais e de trabalho pode ser acompanhada via blog no endereço www.seemg.blogspot.com

Somente com a valorização profissional dos servidores da educação, com ou sem "crise", Minas continuará avançando. Não vivemos de “renda” e sim de “retalhos”.

Queremos um salário digno e justo. Educação é a salvação!

Servidores Públicos da Secretaria de Estado de Educação - SRE Paracatu – Núcleo Unaí/Assistentes Técnicos da Educação Básica das Escolas Estaduais de Unaí


Servidores da SRE fazem protesto

fonte: Portal Manhuaçu.com
por Douglas Otoni

Não faltou educação mais houve reivindicação! Os servidores da Superintendência Regional de Ensino protestaram no centro de Manhuaçu, na tarde dessa sexta-feira.

O motivo da revolta é o longo período de nove anos sem reajuste salarial. Segundo os próprios servidores, o salário recebido pelos profissionais de nível médio era de R$2.000,00 correspondente a 3,3 salários mínimos, hoje, no entanto, não passa de 1,5 salários mínimos.

Diante de tal situação muitos servidores pediram exoneração do cargo, com isso o acumulo de serviço aumenta e a qualidade do atendimento cai significadamente.

Defasagem de salários gera protestos na SRE


FABRICIANO – Na última sexta-feira (8), por duas horas, os funcionários da 9ª Superintendência Regional de Ensino (SRE), em Coronel Fabriciano, cruzaram os braços para protestar contra a defasagem salarial. Funcionários de todas as SREs decidiram lançar um movimento para pressionar o governo estadual a rever sua política salarial.

Os funcionários das Superintendências de Ensino reivindicam melhorias de salário e de condições de trabalho. A categoria alega que está há cerca de dez anos “sem diálogo” com a Secretaria de Estado de Educação. Para chamar a atenção do governo para a situação, foram programadas várias mobilizações, como a da semana passada, a segunda desde o início do movimento.

A representante da 9ª SRE no Sindicato dos Servidores Públicos de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG), Clemilde Carvalho, informou que apenas 40% dos cerca de 90 funcionários da sede de Fabriciano aderiram ao movimento. Ela disse que estão sendo planejadas outras ações. “Desde abril, todo o dia 5, quando sai o pagamento, paramos o trabalho por duas horas como forma de protesto. No mês que vem vamos parar um dia inteiro e acontecerá uma manifestação em Belo Horizonte”, adiantou.

Salários
Um documento intitulado “Manifesto dos servidores administrativos da Educação Estadual” relata que, desde 2002, os funcionários das SREs não recebem aumento salarial. Em maio de 2002, o salário de assistente técnico educacional era de R$ 660, e hoje a remuneração é de R$ 694,70. Já os analistas educacionais recebiam R$ 1 mil e agora ganham apenas R$ 200 a mais. Na época, o salário mínimo era de R$ 200.

“Isso significa que os técnicos ganhavam o correspondente a 3,3 salários, e hoje eles ganham 1,4 salário. Já os analistas, que recebiam o equivalente a cinco salários mínimos, agora só ganham 2,58 salários”, frisou a sindicalista.

Estrutura
Além da disparidade salarial, Clemilde aponta a “falta de condições de trabalho” como outro problema enfrentado pela classe. “Faltam materiais, computador, enfim, trabalhamos com poucas condições. Queremos também incentivo para poder estudar mais e conseguir moradia”, detalhou a representante do Sindpúblicos no Vale do Aço.

As mobilizações no Estado começaram em 2007, sem sucesso. Até hoje não houve nenhuma negociação com a Secretaria de Educação. Clemilde Carvalho informou que em fevereiro de 2008, a Subsecretaria de Recursos Humanos prometeu aumentar o salário dos técnicos para R$ 1.200 e o dos analistas para R$ 1.800. “Mas isso foi só para esfriar as manifestações que estavam acontecendo. Depois, alegaram que era culpa da crise. Não tivemos nenhuma resposta concreta”, criticou Clemilde.

domingo, 10 de maio de 2009

Feliz dia das Mães
Professora Vanessa Guimarães Pinto

São os votos dos órfãos da
Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Gostaríamos de lhe comprar
um presente, mas
"o salário ó..."


sábado, 9 de maio de 2009

Pela terceira vez servidores reivindicam reajuste salarial


Ocorreu ontem, pelo terceiro mês consecutivo, a paralisação no 5º dia útil do mês realizada pelos servidores administrativos da educação, para que haja o cumprimento do acordo salarial.

A ultima paralisação que ocorreu do dia 07 de abril, na qual os servidores administrativos da educação realizaram a segunda paralisação na porta da Superintendência Regional da Educação (SRE) em Divinópolis. A reivindicação é para que o acordo salarial realizado em novembro do ano passado seja cumprido, e enquanto isto não acontece os servidores continuariam a fazer as paralisações do 5° dia útil de cada mês ou pode ocorrer até mesmo uma greve.

Pelo terceiro mês seguido, cerca de 120 servidores aderiram a paralisação ontem (08) e aproximadamente 60 pessoas protestaram em frente a Superintendência Regional de Ensino, para a realização do acordo prestado no ano passado. Uma audiência pode acontecer na semana que vem, que discutirá este assunto.

De acordo Orlando Gouveia, assistente técnico educacional, enquanto este quadro não mudar de rumo, os servidores continuarão a fazer as paralisações no 5° dia dos meses e afirmou que o movimento pode sim, aderir a greve caso nada seja regularizado.

“No dia 8 de junho haverá uma passeata em Belo Horizonte e caso esta movimentação não cause nenhum retorno, nós iremos aderir a greve”, confirma Orlando.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Educação, 38 das 45 Superintendências Regionais da Educação (SRE) estão envolvidas no movimento. “Somos por volta de 45, é praticamente a totalidade. O descontentamento é total e geral”, afirma o assistente técnico educacional.

Os servidores administrativos entregaram panfletos justificando a paralisação a que estão aderindo e explicam o porque da manifestação.

O assistente educacional afirmou que deputados da cidade estão representando a SER nas reuniões do estado.

A declaração feita pela SRE é de que as reivindicações são necessárias para que tenham condições de continuar a dar assistência básica a família como, alimentação, saúde, lazer e moradia em conformidade a Constituição federal, Art. 6°. E ressaltam em um de seus panfletos que este artigo é a motivação para atingir suas metas e objetivos.

“Minas avança e nós somos muito orgulhosos por isso. Antes de ser servidor público, somos cidadãos mineiros, mas para ela avançar ainda mais não precisa pisotear no servidor administrativo da educação, não precisa desvalorizar, mentir e desrespeitar, é simplesmente nos acolher, nos valorizar que Minas vai avançar muito mais”. Com estas palavras Orlando concluiu seu depoimento feito na ultima manifestação dos SRE’s, ontem.

Sindicato de servidores públicos promove manifestação contra salários congelados

faixas, cartazes e barulho em frente à SRE

CARATINGA - Ontem funcionários da Superintendência Regional de Ensino, fizeram protesto e reinvidicaram aumento salarial. Mais de trinta pessoas se reuniram na Avenida Catarina Cimini, em frente à sede da 6ª SRE. Aos gritos e assovios os funcionários pararam o trânsito da avenida durante duas horas. A manifestação leva a assinatura do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado de Minas Gerais (SindPúblicosMG).

De acordo com o analista educacional Geraldo Luiz Viana Filho, em 2002 foi criado o cargo dos funcionários e desde então não tiveram aumento no vencimento bruto. "Mais de 80 funcionários, entre técnicos e analistas trabalham aqui, e nunca tiveram uma gratificação" diz o funcionário.

Ainda segundo Geraldo em novembro de 2008 a primeira manifestação foi feita e desde março deste ano a manifestação vem acontecendo simultâneamente em 46 estados de Minas Gerais todo o quinto dia útil do mês. "Queremos chamar atenção do governo, queremos negociar", anuncia o servidor. A categoria entregou em fevereiro do ano passado, ao vice-governador Antônio Anastasia um relatório das reivindicações, "mas até hoje não tivemos nossas respostas".

Servidores da educação cobram reajuste salarial

Manifestantes protestaram com o uso de nariz de palhaço
por Karine Alves

Cerca de 300 servidores da Secretaria de Estado da educação (SEE) realizaram manifestação ontem à tarde para exigir aumento de salário. Os manifestantes começaram o protesto na rua Congonhas, no bairro Santo Antônio, e seguiram em direção à praça da Liberdade, passando pela rua Carangola e pela rua da Bahia.

De acordo com o presidente da Associação dos Servidores da Superintendência Metropolitana A (Assuma), Roberto Sales, os servidores vêm cobrando aumento salarial há nove anos.

De acordo com ele, a Secretaria de Educação teria se comprometido a aumentar o salário dos servidores no ano passado, mas a proposta de reajuste para a classe teria sido retirada de pauta em função da crise econômica.

"Nós somos mais de 2.000 servidores em todo o Estado e estamos recebendo R$ 1.200, não chega a três salários mínimos. Mal dá para colocar comida dentro de casa", afirmou o presidente da associação. Ainda de acordo com ele, a categoria exige salários de R$ 1.800 para analista de nível um e de R$ 1.000 para técnico de ensino médio.

De acordo com a SEE, desde 2003 o Estado tem promovido a melhoria das condições de trabalho. Em 2006, exemplifica a SEE, a correção salarial girou entre 15,5% e 57,2% para a área administrativa. Além disso, foram reajustadas as tabelas de vencimento das carreiras da educação básica e instituído um reajuste de 5%, pago a partir de 1º de setembro de 2007.

Servidores da rede estadual de ensino querem atendimento de suas reivindicações

por Paula Machado


Servidores da Rede Estadual de Ensino, insatisfeitos com o governo de Aécio Neves organizam greves e manifestações para que sejam atendidas suas reivindicações. Hoje, dia 08 de maio, a partir das 8h, na sede da superintendência regional de ensino de Montes Claros, vai acontecer uma nova paralisação dos analistas e técnicos da SRE, situada na Avenida Mestra Fininha Silveira, 1642 - Jardim São Luis. O movimento dos Assistentes Técnico Educacional – ATE, Assistente da Educação - ASE e Analista Educacional - ANE, dos Técnicos e Analistas das 46 Superintendências Regionais de Ensino e Unidade Central da secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - SEE/MG, segundo o coordenador da Equipe de Negociação dos Servidores Administrativos da SEE/MG, Eduardo Sérgio Coelho, surgiu em 17 de maio de 2006, devido ao fato de terem a menor remuneração de todas as carreiras do executivo do Estado de Minas Gerais.

- Conseguimos no dia 17 de maio de 2006, realizar uma Audiência Pública na assembleia legislativa do Estado de Minas Gerais, para debatermos sobre a nossa situação financeira, oportunidade que abrimos negociação com o Governo de Minas Gerais e conseguimos na época melhorar os nossos salários – afirma.

Eduardo explica que na época, conseguiram um vencimento Básico de R$ 660,00 para o Assistente Técnico Educacional e R$ 1.200,00 para o Analista Educacional. Mas ainda de acordo com ele, após o ano de 2006, tiveram uma constante defasagem salarial devido à inflação e estão constantemente perdendo o poder de compra, pois o salário mínimo vem aumento ano após ano e os salários dos servidores congelando.

Conforme ele informa, desde 14 de fevereiro de 2008 estão negociando com a secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, visando à recomposição dos salários.

- Em 18 de novembro de 2008, em reunião com a secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, tivemos a promessa do atendimento de nossas reivindicações em Fevereiro/2009, feita formalmente, o que não foi cumprido - diz.

Diante do não cumprimento do acordo de recomposição salarial dos servidores administrativos por parte da SEE/MG, conforme enfatiza o coordenador, foi decidido em assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais - SINDPÚBLICOS-MG, em 14 de fevereiro deste ano, com a participação das lideranças das Superintendências Regionais de Ensino e Unidade Central da secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, que em todo 5º útil dia do pagamento dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais, haverá paralisações e manifestações, visando mostrar o descontentamento e os baixos salários, que são pagos aos mesmos.

- Até sermos atendidos em nossas reivindicações, vamos continuar com as reivindicações e as manifestações, pois estamos cumprindo a contento as metas de trabalho que nos foram estipuladas pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, através do acordo de resultados - afirma.

REIVINDICAÇÕES

- Já paralisamos dia 06 de março e no dia 07 de abril deste ano, sendo que não temos ainda uma posição oficial da secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, pertinente ao atendimento de nossas reivindicações - diz.

De acordo com o coordenador, Eduardo Sérgio, está prevista uma assembleia geral do SINDPÚBLICOS-MG, para dia 25de abril, para avaliar o movimento e deliberar as próximas ações dos servidores, diante da demora do Governo de Minas Gerais em atendê-los.

O movimento reivindicatório como explica Eduardo, é de cunho estadual, sendo que na paralisação do dia 07 de abril, das 46 Superintendências Regionais de Ensino existentes, 44 aderiram à paralisação.

O coordenador afirma que em assembleia geral no dia 25 de abril, ficou definido por não optar pela greve por tempo indeterminado.

- Resolvemos paralisar apenas a cada 5º dia útil do mês para não prejudicar aos professores e educadores da cidade, porque não é culpa deles a situação caótica em que vivemos. O que ganhamos não dá nem para sobreviver, para manter as necessidades básicas de um ser humano – afirma Eduardo.

De acordo com ele o movimento não tem um cunho político, eles elogiam as obras e o governo de Aécio conforme explica, não concordam apenas com o descaso do governo com relação aos salários. Ele enfatiza que essa situação já virou uma questão social e que a única maneira que há para solucionar o problema é através de negociações com o governo, visto que não possuem nenhuma política de recomposição de salários.

As principais reivindicações dos servidores é o vencimento básico para o Assistente Técnico Educacional - ATE e Assistente da Educação - ASE (Nível Médio de Escolaridade) de R$ 1.000,00 (mil reais); vencimento Básico para o Analista Educacional - ANE (Nível Superior de Escolaridade) de R$ 1.800,00 (mil e oitocentos reais); agilizar e efetivar a promoção por escolaridade adicional e da progressão por tempo, atrasada desde 2007 e já foram previstas em Lei, que autoriza a implementação das mesmas; agilizar e efetivar a Certificação para os técnicos; promover uma mudança da tabela de vencimento básico do analista educacional de quatro níveis para cinco níveis.

- Segundo dados que temos como comprovar, em julho de 2002 o salário de um assistente técnico educacional em nível de ensino médio era de 3,3 salários mínimos e de um analista educacional de 5 salários mínimos. Hoje devido a defasagem, um assistente técnico recebe 1,4 salários mínimos e um analista 2,58, 8h por dia – finaliza Eduardo.

Paralisação da Educação fecha Rua Carangola, em Belo Horizonte


No dia 08 de maio, os Servidores Administrativos da Educação, em sua maioria das Escolas Estaduais e também Servidores das Superintendências Regionais de Ensino – Metropolitanas A e B, fizeram paralisação e manifestação em frente à Metropolitana A, na Rua Congonhas, Nº 675, no Bairro Santo Antônio. Durante a manifestação, os Servidores caminharam para a esquina da Rua Carangola com Congonhas e fecharam o trânsito na região. Com faixas, cartazes, apitos e cornetas, os Servidores mostraram a sua indignação à sociedade por causa do descaso do governo com a categoria, que está a nove anos sem recomposição de seus salários.

Os servidores querem, além de recomposição salarial, a equiparação dos ASE´s aos ATE´s, promessa da SEE não cumprida até hoje, efetivação da escolaridade adicional e Reposicionamento por Tempo de Serviço.

Em Assembléia da Categoria ficou decidido que enquanto a SEE não cumprir as promessas feitas à categoria, todo quinto dia útil será dia de paralisação e manifestação. Esse foi o terceiro quinto da útil de movimento. Os próximos – prometem os servidores – causarão ainda maiores transtornos no trânsito de Belo Horizonte.

Nesse mesmo dia, outras SRE´s, no interior do Estado, também fizeram paralisação e manifestação em suas cidades.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Manifestação SRE Pouso Alegre

Superintendência Regional de Ensino de
Pouso Alegre

Enterro simbólico do Governador Aécio Neves
do Vice-Governador Antônio Anastasia
do Deputado Federal Danilo de Castro
da Secretária de Educação Vanessa Guimarães Pinto e
do Secretário Adjunto João Filocre




Manifestação SRE Conselheiro Lafaiete

Superintendência Regional de Ensino de
Conselheiro Lafaiete

Enterro simbólico do Governador Aécio Neves
da Secretária de Educação Vanessa Guimarães Pinto e
do Secretário Adjunto João Filocre



Manifestação SRE Governador Valadares

Superintendência Regional de Ensino de
Governador Valadares









Manifestação SRE Sete Lagoas

Superintendência Regional de Ensino de
Sete Lagoas

Diante do descaso do Governo Estadual de Minas Gerais
Servidores da SRE Sete Lagoas paralisam suas atividades em sinal de protesto



Os Servidores da Superintendência Regional de Ensino de Sete Lagoas que compõem as categorias dos Analistas e Técnicos da Educação paralisaram suas atividades, no dia 08 de maio de 2009, sexta-feira, de 15h as 17h.


A paralisação, realizada no 5º dia útil, dia do pagamento dos servidores, foi acompanhada de uma manifestação realizada na porta da SRE.

Os servidores reivindicam além da melhoria salarial, a imediata promoção e progressão na carreira para aqueles servidores que fazem jus a esses benefícios, bem como a melhoria do atendimento pelo IPSEMG e a democratização nas relações de trabalho.


Outras Superintendências de Minas Gerais também fizeram protestos nesse dia.

A próxima manifestação já está marcada para o 5º dia útil do mês de junho.

“Minas Avança” e os servidores públicos administrativos da Educação ficam para trás e pagam o preço do Choque de Gestão.

Manifestação SRE São Sebastião do Paraíso

Superintendência Regional de Ensino de
São Sebastião do Paraíso

Panfleto distribuído à população de São Sebastião do Paraíso
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